///CONTOS & POEMAS - FEITOSA DOS SANTOS///
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Segunda-feira, Junho 29, 2009
Antonio Feitosa dos Santos, nasceu no Engenho Canafistula, município da Cidade de Bananeiras, localizada entre as montanhas, formadas pelas encostas da Serra da Borborema, em sólo paraibano. Estudou no Colégio Estadual de Bananeiras. Transferiu-se para o Rio de Janeiro em 1970, onde graduou-se em Tecnólogo em Processamento de Dados, Administração de Empresas, Estudou Engenharia Elétrica, Pósgraduou-se em Gestão de saúde, Gestão Administrativa, Organização Metódos e Planejamento e Educação.
É gestor em Administração, Professor, Palestrante e vem atuando na área literária com Contos, Crônicas e Poesias. Com dois trabalhos publicados, Evasivas do Amor, em "O Amor Para Sempre Presente, 2003" e O Sonho e o Relógio, na Antologia "A Vida Passado a Limpo, 2006" pela Editora Litteris.
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UM TRIBUTO AO AMOR
Creio que o amor até existe,
Mas precisamos o saber viver,
Olhar nos olhos e poder falar
Eu te amo, te quero conhecer.
Preciso de você como a brisa
Em meus cabelos soprando,
Como a chuva do céu a verter,
Como a luz em dia ensolarado,
Como o vento na relva a gemer.
Assim o amor até pode existir,
Meus delírios em sonhos sumir,
Muitas coisas do amor aprender,
Em um caminho sem espinhos,
Na face às feições de carinho,
Com isso é mais fácil viver.
Aprenda a aprender o amor,
Esqueças em teu peito a dor,
Viva a vida seja lá como for,
O importante é em si conceber,
A grandeza desse gesto maior,
Jamais se sentir sozinho ou pior,
Precisamos é aprender a viver.
Rio, 04/07/2009
Feitosa dos Santos
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 9:47:20 PM
FRASES QUE FAZEM A VIDA
O maior desconforto deixado pela ausência é a incerteza do bem estar de quem se tornou ausente. 169
Rio, 28/06/2009
Feitosa dos Santos
O ponto de sustentação e equilíbrio da vida na terra, passa pela incondicional preservação da natureza pelo homem. 168
Rio, 25/06/2009
Feitosa dos Santos
Quando um ser humano fica fragilizado, até mesmo as boas noticias, poderão causar-lhe uma sensação de calafrios. 167
Rio, 23/06/2009
Feitosa dos Santos
A maior sabedoria que um sábio pode passar ao seu discípulo é a contemplação do silêncio e a devoção em amor a o outro. 166
Rio, 14/05/2009
Feitosa dos Santos
A virtude da compaixão não é antagônica ao sentimento da simpatia, ela também é um sentimento; todavia pouco aceita, por quem a tem e por quem a recebe, embora, saibamos que todos os sentimentos merecem a compaixão. 165
Rio, 12/06/2009
Feitosa dos Santos
A doçura é uma virtude que independe do sexo, mas fica perfeita quando esboçada na face e no sorriso de uma mulher. 164
Rio, 09/06/2009
Feitosa dos Santos
A virtude da fidelidade não está em alguém ser fiel ao outro, mas em buscar ser fiel a si mesmo, mantendo a serenidade do espírito, por todo o caminhar da sua existência. 163
Rio, 07/06/2009
Feitosa dos Santos
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 9:46:55 PM
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Sexta-feira, Junho 26, 2009
A LUZ NO RECOMEÇO
Fugindo, indo... Vi a vida, eu vi
Ir-se aos poucos, ir-se embora.
Desfalecer a matéria. A forma sumir.
Homem que reconstroi o homem.
Suas maquinas, suas mãos, bisturi.
Nos homens Deus; eles reconhecem?
Eu vi na vinda a vida e vi
Novo sopro no barro, nova luz.
Movimentos movendo o corpo; Senti.
Cuida o homem do homem, isso eu vi
E um Deus que sua mão encaminha,
Na retidão de tudo e na fé. Não esqueci.
Bendito és Tu para teu semelhante
E se a todos fizestes; ao homem falastes
Faça-se a ti segundo é meu semblante.
Rio, 21/05/2009 - INCL
Feitosa dos Santos
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 1:07:23 AM
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Quarta-feira, Fevereiro 18, 2009
QUANDO A VIDA SE RENOVA
Eu saio a caminhar contemplando o belo da natureza,
Os passos lentos, sem pressa e ninguém a me esperar.
O sol surgindo, por trás do oceano, tamanha é a beleza,
Gaivotas que voam se lançam nas águas a mergulhar.
Andantes que passam e que voltam do seu caminhar.
O velho carrega o peso do tempo, o novo a destreza,
Min’alma comigo caminha, ouvindo o bramido do mar.
Na pedra bem forte, um forte, o homem na rocha ergueu.
Alameda de arvores e armas, bancos, mesas e muralha,
Nas seguras construções, se encontram cafés e o museu.
Defesa forte em tempo de outrora, hoje nada atrapalha,
Adentrei na alameda, ao sentar-me, min’alma se espalha.
Encontro o novo e o velho, o novo vive e o velho morreu,
Com ele o fogo das armas e das almas, ateado à fornalha.
Da frondosa árvore vejo a folha caindo, vai indo ao chão,
Os galhos pelados, esfacelados, expostos ao forte vento.
O pássaro que chega dá um pulo, dois pulos, cantar? Não.
Todos se preparam em vestir à nova roupagem, o evento,
Da natureza e da vida, que trazem a vida um novo alento.
Sorriem os andante do tempo, min’alma e o meu coração,
A esperar que juntos possamos amanhã ter outro momento.
Rio, 27 de julho de 2008.
Feitosa dos Santos
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 9:16:41 PM
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Sábado, Julho 05, 2008
O TEMPO PASSARÁ PARA TODOS
No aconchego dos anos,
Veste-se o corpo ao cansaço,
Despe-se das atribulações,
A mente sem embaraço;
Volta o velho a ser novo,
Para os jovens um estorvo,
Este só quer um abraço.
Feliz é aquele que pode ver
A velhice aos seus, bafejar;
É o sinal de que também,
Para esse o tempo vai passar.
Caminhará na sua estrada,
Longa, porém não pesada,
Quando se tem a quem amar.
Cuide com muito carinho,
A esse que já lhe deu a mão,
Buscando o primeiro passo,
Cheio de amor e emoção,
Da face o seu sorriso,
Na coragem, bem conciso,
Deu-lhe amor ao coração.
Dá graças ao teu Deus,
Ao lhe conceder o milagre,
Da longevidade aos teus,
Não há o que isso pague,
Viver com quem nos gerou,
Se certo eu ainda estou,
Nesse mar o amor deságüe.
Solânea, 28/06/2008
Feitosa dos Santos
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 3:31:21 PM
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Domingo, Abril 13, 2008
AO NOSSO CAMINHAR
Um dia eu te conheci,
Na estrada te encontrei;
Assumindo riscos meus,
Muitas barreiras quebrei,
Ultrapassando obstáculo,
Contrito em tabernáculo,
Pedi por nós, te amei.
No amor constrói-se a vida,
Ladeamos juntos a nossa,
Pensávamos em nosso canto,
Se amor, não há quem possa.
Com uma pedra por vez,
Nosso castelo se fez,
Creríamos ser pura rocha.
Tanto tempo se passou,
Quantas águas já rolaram,
Um castelo bem fincado,
Outros se edificaram,
São vidas que construímos,
Em espírito evoluímos,
Nossas metas se cruzaram.
Numa mesma direção,
Por estradas diferentes,
Traçamos rígidas metas,
Pros filhos vindos da gente.
Quase chegando ao final,
Olhando, verde é o sinal,
Para nossos descendentes.
Posso dizer-te obrigado,
Por essa longa jornada,
Mais fácil tornou-se a vida,
O caminhar nessa estrada,
Juntos quebramos barreiras,
Prossigamos nessa esteira,
Nossa última caminhada.
Rio, 08/04/2008.
Feitosa dos Santos
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 7:29:13 PM
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Sábado, Janeiro 12, 2008
ADEUS AOS GRANDES AMANTES
A quem ama muito ou pouco,
Caminhem todos, avante.
Esses nunca entenderiam,
Um grande amor ofegante,
Compreende do que eu falo,
Apenas o grande amante.
São esses mirabolantes,
Nos modos e no pensar,
Constroem oportunidades,
Nas quais se fazem embalar;
Indo do velho ao novo,
Levam as mulheres ao amar.
Certo estava o Drumonnd,
Um grande amor é “incômodo”.
Quem muito ama na vida,
Barreiras vão encontrando,
Algumas são derrubadas,
Outras? Vida inteira escalando.
Sonha o homem encontrar
Sempre o que nunca perdeu.
Faz este o próprio caminho,
Constrói o amor que é seu,
Apenas o grande amante,
Chora o amor que morreu.
Sucumbe à casa primeira,
Mãe terra ultima habitação,
Queixas, cobranças e lágrimas,
Quando se perde a razão.
Na lápide fica o inscrito.
Jaz aqui o amante e o coração.
Rio, 12 de janeiro de 2008.
Feitosa dos Santos
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 3:43:39 PM
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Quinta-feira, Novembro 29, 2007
CONSCIÊNCIA DE UM POVO
Se nós nascemos humanos
Por princípio somos iguais.
Não importa a cor da pele,
Se o caráter vale mais.
Cada um tem seu espaço,
Segure bem seu pedaço
E não desista jamais.
Nos faltam oportunidades,
Porém, a coragem não,
Bastaria que tivéssemos
Livre acesso à educação,
Nossa casa, nosso lar,
Um local pra trabalhar,
Não haveria o ladrão.
Parece-me que o Brasil
De imensurável riqueza,
Vai sempre na contra mão
Protege o rico e a nobreza,
Mas quem produz é o pobre,
A este o chamo de nobre,
À elite, a chamo pobreza.
Não se criem distorções,
Leis que não levam a nada.
Somos todos nós irmãos,
Nesta nação irmanada,
Brasil de todas as raças,
Que socialmente se faça,
Do trabalho a caminhada.
É para nós brasileiros,
Que escrevo este tema,
Mostrando o que queremos
Em forma de um poema,
Lembrando que nossa gente,
Hoje está bem consciente
Do nosso maior problema.
Rio de Janeiro, 20/11/2007.
Feitosa dos Santos
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 10:37:35 PM
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Sábado, Setembro 08, 2007
MULHERES A QUEM AMEI
As mulheres a quem amei,
Não são poucas e não muitas.
Àquelas de quem eu falei,
A ti pois, eu revelarei;
Não superam-te, se juntas.
As mulheres a quem amei,
Plantei a todas, no jardim.
Com lágrimas e carinhos,
Aconchego-as em seus ninhos,
Ficam sempre juntas a mim.
As mulheres a quem amei,
Reinam nos versos e prozas,
Na terra fértil eu plantei,
Dália e jasmim colherei,
Açucenas e muitas rosas.
Das mulheres a quem amei,
És entre as flores, tão linda!
No jardim tu és a rosa,
Tuas pétalas perfumosa,
De uma belesa infinda.
Rosas, dálias açucenas
São flores da minha vida,
Hoje eu plantarei verbena,
brotem flor branca, morena,
Minha missão foi cumprida.
Rio, 08 de setembro de 2007.
Feitosa dos Santos, A.
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 1:50:22 PM
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Domingo, Agosto 12, 2007
CADA UM PAGA SEU PREÇO
O tempo passa no tempo,
Que passa mudando a gente,
Feliz de quem sente e passa,
Triste quem passa e não sente,
Quando se vê que passou,
Olha que, nada lhe restou,
Oh! Verdade deprimente.
Se pergunta o penitente,
O que fiz da minha vida?
Quando havia de fazer
A pergunta invertida.
Se passou perdeu a vez,
Não recebe quem não fez,
Nem pode cobrar a divida.
Ao tempo não se revida,
Precisamos estar atento,
Se este dar, também tira,
Nos deixa sobre o relento,
Frágeis, na insegurança,
E sem nenhuma esperança,
Que haja outro advento.
Cai o corpo sonolento,
Dorme seu sono profundo,
Desse tempo que passou,
Presta conta em novo mundo.
Quem amou, será amado,
A quem não, será cobrado,
Sejam Ana ou Raimundo.
Feliz quem veio ao mundo,
Como um todo conheceu,
Se quis aprendeu de tudo,
Se não quis nada aprendeu,
O talento lhe foi dado,
Não quis o aprendizado?
Veio à vida, não viveu.
Rio, 12 de Agosto de 2007.
Feitosa dos Santos, A.
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 3:21:13 PM
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Sábado, Agosto 11, 2007
Uma Noite em um Sonho
Uma noite eu sonhei,
Quando era bem criança,
O sonho da inocência,
Guardo o rosto na lembrança,
Da menina muito linda,
Que numa noite infinda,
Aguçou minha esperança.
E nunca pude esquecer,
Seu sorriso seu olhar,
Vaguei no mundo e no tempo,
Fui amado e pude amar.
Mas o sonho de criança,
Nunca saiu da lembrança,
Eu estava a procurar.
O sono nos traz o sonho,
A vontade traz o amor.
Do sonho a realidade,
Às vezes traz o pavor,
Como o fato acontece,
A nossa voz emudece,
Nos lábios fica o sabor.
Fiquei quase atordoado,
Quando os olhos a se abrir,
Os seus lindos olhos negros,
Sobre o meu rosto a luzir,
Um sorriso muito forte,
Perdi meu rumo, meu norte,
Nova história a construir...
Às noites fazem os sonhos,
Por vezes a nossa história,
Fugindo da fantasia,
Construindo nossa glória,
Creias também nesse amor,
Ele afasta a nossa dor,
Ao caminho da vitória.
Rio, 11/08/2007.
Feitosa dos Santos, A.
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 2:54:47 PM
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Terça-feira, Julho 10, 2007
Entre o Sol e a Chuva.
Você sabe que a chuva passa,
Você sabe que o sol virá,
Quem fica no sol se queima,
Quem na chuva fica, quer se molhar,
Quais dos dois vou preferir,
Se me molho, ou vou queimar.
Me ensine com seu amor,
Sair dessa encruzilhada,
Me queimar não gostaria,
Nem ter a roupa encharcada,
Me pergunto o que fazer,
Só esperar e mais nada?
Vida danada oh! vidas,
De quem vive e não vê,
As metas serem cumpridas.
Me lanço ao desespero,
E atônito fico a pensar,
Vale apenas o desvelo?
Rio, 30 de maio de 2007.
Feitosa dos Santos,A.
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 2:51:29 PM
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Sexta-feira, Junho 15, 2007
A CONQUISTA DE UM BRAVO.
Estamos hoje em festa,
Médico ele se tornou.
Quebrando todas as barreiras,
Vencendo a íngreme ladeira,
Bem no topo se plantou.
Venceu a primeira parte,
Conduziu tudo com arte,
Coragem não lhe faltou.
Mas, quando o final chegou,
Sentiu-se angustiado,
Tudo recomeçaria,
Fosse á noite ou de dia,
Precisava ser lembrado.
Isso fará com certeza,
Não lhe falta a esperteza.
Pra dar conta do recado.
Ficamos admirados,
Com sua dedicação,
Os seis anos se passaram,
Muitos amigos falaram,
Vendo sua evolução.
Vai ser especialista,
Com osso será artista,
Faz isto de coração.
Os santos lhe ponham a mão,
Os anjos cantem na glória,
E o Querubim Rafael,
Seja-lhe sempre fiel,
Todo dia, em toda história.
De sua vida terrena,
Que ela lhe seja plena,
Confirmando sua glória.
Que não me falte à memória,
E que eu possa me lembrar,
Do dia quinze de junho,
Escrito do próprio punho,
Este poema sem par,
A minha simples homenagem,
Com muito amor e coragem,
Ao seu novo navegar.
Rio, 15 de Junho de 2007.
Feitosa dos Santos, A.
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 5:48:09 PM
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Sábado, Junho 09, 2007
SEM AMOR, SE MORRE AOS POUCOS.
Olhando a íngreme estrada,
Que nos leva ao fim da vida,
Na parada obrigatória,
Para todos os andantes,
Que passaram sob os arcos,
Criança, infância e velhice,
Felizes os que chegaram,
Por não se tornarem errantes,
Nascer viver e morrer,
É o destino de todos,
Que percorreram a estrada,
Dessas terras escaldantes.
Precisa o homem viver,
Buscando seus ideais,
Formando suas famílias,
Os filhos, topo humanista,
Quebra padrões e orgulho,
Embrenha-se dia após dias,
Na busca do amor eterno,
Sucumbe pois não se avista,
Consome o corpo e a mente,
Ficando próximo do fim,
Não pode ou não quer achar,
Que a fria morte o visita.
Duvide do bem querer,
Mas, é só e nada mais,
O silêncio o acompanha,
A cada dia sem cessar,
Nada pára nessa estrada,
Que nos leva para o fim,
Ficam pra traz esquecidos,
Os que não podem andar,
Quem não amou foi amado,
Não andou mais não parou,
Não encontrou a quem amar.
Precisamos aprender,
Trilhar a estrada sozinho,
Lembrando sempre que a vida,
Sabiamente inicia-se a dois,
No decorrer da viagem,
Outros se juntam ao caminho,
Ficam um ali, outro lá,
Largando o homem depois,
Trôpego, cabisbaixo sem alarde,
Fica o corpo a própria sorte,
Já que o espirito se foi.
Rio,09 de junho de 2007.
Feitosa dos Santos, A.
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 1:51:31 AM
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Domingo, Abril 29, 2007
Preciso Aprender a Amar
Ao alcance da visão me deslumbrava,
Com tudo que a natureza criou,
Montes, árvores, névoas e folhagens,
Ao meu atento olhar se pulverizou.
Sábia mãe natureza! Terra nua,
Por certo, nada ou ninguém a imitou.
Beleza igual já não se busca. E pudera,
Nada se pode comparar, tal é o esplendor.
A quem ama tudo isso a toda hora,
Feliz caminha na longa espera, sem dissabor,
Vazio que ficará o coração que não ama,
Alucinado é quem busca da vida, apenas a dor.
Querer de quem não se quer, e se isso é verdade,
Amar é esperar na longa estrada da vida,
Que de manso se achegue, oh! Malvada mulher.
Saudade que mata a gente de dor e tanta paixão,
Doença de todos aqueles que também amam,
Não chegam, não vencem, oh! Desfalecido coração.
Rio, 20 de abril de 2007.
Feitosa dos Santos, A.
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 11:14:09 AM
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Quinta-feira, Março 29, 2007
INCÔMODO TEMPO
Ás vezes alcanço em meus pensamentos,
Uma época passada na imagem da vida.
Falhas deixadas como marca do tempo,
Denota o que já se foi e não voltará,
Nessa luta constante e renida,
No doce olhar, de tempos já idos,
Dobras na fronte denunciam,
A velocidade dos anos vividos.
Fico feliz se hoje posso ver,
As marcas fincadas sobre meu rosto.
Lembranças me restam do que aprendi,
E que por certo as levarei comigo,
Creio eu sem causar desgosto,
Mas, o que importa foi o que fizemos,
E para que serviu os feitos deixados,
Se não aprovados! Para que viemos?
O tempo muda todas as coisas,
Devora até as lembranças guardadas,
E numa velocidade infindo,
Sequer a percebemos, chegando ou saindo.
Nossa coragem se esvaindo... Horas prolongadas!
E sem medo, esperamos sem ufana,
A morte da carne sobre o corpo,
Mola motora de toda ação humana.
Findo nosso tempo, que pena,
No auge do conhecimento e solidez plena,
Quase nada se conseguiu passar,
Àqueles, que ainda buscam no tempo,
Um último vôo, ziguezagueante de uma falena,
Que perde a vida, perdendo a beleza,
E na transformação, vidas novas aparecem,
Nesse circulo que obedece, ditame da natureza.
Feitosa dos Santos, A.
Rio, 29 de março de 2007
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 10:31:23 PM
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Domingo, Março 18, 2007
Uma canção ao amor
Um coração ardente em chamas,
Uma vontade de dar e receber amor.
A voz rouca a chamar teu nome,
Enlouqueço se não me responde,
E um sentimento me rodeia de pavor.
Porque te ausentaste de minha vida,
Deixando esta nevoa a me encobrir
E a pensar se verdadeiramente me amaste,
Não deveria entre nós haver desgaste,
Bem melhor seria se, estivéssemos a sorrir.
Um grande amor quando nasce,
Faz pulsar estonteante um coração,
Brilham os olhos de forma cintilante,
Se faz do ser amado, amor e amante,
Sem limite a essa busca, chamada emoção.
Querer entender a quem se ama,
Sabemos nós, não ser tão fácil assim.
O amor sempre nos traz dúvidas, e amedronta,
Mas, o homem em busca desse amor, se defronta,
Nos labirintos do adjetivo amor, sem fim.
Que reine a paz e também reine a alegria,
Quando duas almas em seus corpos se perfazem.
Tocam harpas em seus hinos os arcanjos.
Cantam em perfeita harmonia, legiões de anjos.
E do alto brada a voz do Deus amor, amem.
Feitosa dos Santos, A
Março de 2007- Rio de Janeiro
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 2:01:08 PM
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Quinta-feira, Março 08, 2007
O ÚLTIMO ADEUS
Eu queria a paz, que tanto quis te dar,
Eu queria o amor, que não quisestes receber,
Eu queria o silêncio do merecido repouso,
Aos braços estendidos do querer.
Não soubestes cativar um grande sentimento,
Não olhastes, quão sublime esse olhar,
Não deixastes crescer um amor tão zeloso,
Fizestes a tristeza e a saudade em meu peito vir brotar.
Vai morrendo pouco a pouco esse amor,
Com palavra, quero eu, dita ao vento,
Queiramos nós, ou sem querermos, vai perdendo o calor.
E quando caído por terra, sob o relento,
Um corpo despojado e esquecido,
Não saberão os passantes, que ali passam,
Que este, já foi por ela o preferido.
Hoje, no solo, dorme o seu eterno sono,
Nos braços de uma deusa, chamada abandono.
Março de 2007
Feitosa dos Santos, A.
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 12:09:12 PM
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Sábado, Fevereiro 24, 2007
A DÚVIDA
Ao cismar a gente sente,
Que o corpo todo estremece,
Os olhos secam ao sono,
O cérebro todo enrijece,
Estático, num ponto para,
Quando a dúvida aparece.
Incerteza sobre um fato
Ou verdade a uma inserção,
Produz na mente um torpor,
Desregula um coração,
Perde o homem a estrutura,
Perde a mente a razão.
Gera a dúvida, a indecisão,
A descrença e o cepticismo,
Perde o homem a visão,
Perdendo seu ecletismo.
Um fato te parece duvidoso?
Seja calmo e tente escutar.
Um rio não se torna volumoso,
Se das nuvens, a chuva não jorrar.
22/02/2007 - Rio de Janeiro
Feitosa dos Santos, A.
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 2:48:24 PM
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Terça-feira, Janeiro 30, 2007
MEMÓRIAS
Morria por trás do monte,
O sol muito avermelhado,
E uma nuvem cinzenta,
Fazia-o mortificado,
Anunciando a todos,
Que o dia havia findado,
A cada passo que eu dava,
Distante para trás ficava,
Donde eu havia morado.
E na curva derradeira,
Eu parei para olhar,
Da subida a canseira,
A saudade a chegar,
Das noites enluarada,
Das manhãs a enxergar,
O orvalho sobre as folhas,
Formando pequenas bolhas,
E sobre os raios brilhar.
Fica para trás a casa,
Que por muito me acolheu,
Com ela minhas lembranças,
Já que a imagem se perdeu,
Vou a busca dos meus sonhos,
Sonhados, no sono meu,
Desde muito pequenino,
Vividas quando menino,
Mas crescido, se perdeu.
Os meus sonhos de criança,
Todos para trás ficaram,
Novos sonhos, novas metas,
O meu caminho cruzaram,
Só a saudade ficou,
Das lembranças que ficaram,
Gravadas, na minha memória,
Daqueles dias de glória,
Que na infância reinaram.
Para trás ficaram os sonhos,
Do meu tempo de criança,
Buscando um novo destino,
Com amor e confiança,
Distante e em outras plagas,
Conquistei com esperança,
Longe daqueles, que um dia,
Com bravura e harmonia,
Hoje, os guardo na lembrança.
Tanto tempo se passaram,
Nada perdeu seu valor,
E sempre que lá eu volto,
Maior fica o nosso amor,
As coisas que lá mudaram,
Dentro em nós, gera uma dor,
Os costumes, os nossos hábitos,
Comungam dos mesmos átos,
Mudar, nos trás o pavor.
Só a saudade daqueles,
Que foram para eternidade,
Partiram e nos deixaram,
Lanceados de saudade,
Distante ainda estou,
Sem parecer raridade,
Volto um dia, ao meu sertão,
Ver o brejo, o meu torrão,
Viver com a simplicidade.
A todos, minhas lembranças,
Daquele tempo passado,
Hoje conto em prosa e versos,
O que me fora guardado,
São pequenos fragmentos,
Sem pretensão, despojado,
No intelecto busquei,
Expondo o que guardei,
A você, leitor amado.
Feitosa dos Santos, A.
Rio de Janeiro, outubro de 2006.
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 6:10:28 PM
Comments:
Domingo, Dezembro 31, 2006
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ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 4:34:18 PM
Estacas Fincadas
Sentado a uma pedra,
Viam-se aqueles meninos,
Porte esguio ou franzino,
Mas, de gritos estridentes,
Só não ouvia os dementes,
O modo desse gritar,
Chô! Passa, passarinhos,
Não coma este arroz,
Tudo isso é do dono
E a soca é de nos dois.
Voe passarinho, voe,
Para bem longe daqui,
Vá construir o seu ninho,
Na serra, nas ramagens do pequi,
Voe, lá pro lado da lagoa,
Me deixe só e a brincar,
Eu quero ficar atôa,
Me cansa muito o gritar,
Passa passarinho, voa,
Eu preciso descansar.
Voam em circulo os pássaros,
No arrozal a pousar,
Ecoa a rouca voz do menino,
Tal qual tigre a avançar,
Os pássaros não o sentiam,
Ouviam os sons, no voar,
Iam longe e voltavam,
Num eterno alvoroçar,
Mais um dia se esvai,
Finda o menino o clamar.
Passam dias, passam os meses,
Cresce, as margens do itaém,
Brotam os seus primeiros cachos,
Frutos da água também,
Sementes brotam da terra,
Fincadas ou não por alguém,
Os gritos de uma criança,
Espanta as aves, espantalhos do além.
Do trabalho a bonança,
Da voz em forma de gritos, amem.
Assim cresciam os meninos,
No brejo, sob pujança,
Hoje vejo bem focado,
Imagens dessa infância,
Detalhes do observar,
Ainda quando criança,
Do que via e escutava,
E quando a noite chegava,
Mãe, nos seus braços me apertava,
Num gesto de esperança.
Janeiro de 2007
Feitosa dos Santos
A BELEZA, A LUZ DE UM POEMA.
Não sou mestre na pintura,
Mas, aprecio o que é belo;
Descrevendo em prosa e versos,
Vou seguindo em paralelo,
Revivo em minhas lembranças,
Nuances do que guardei,
Dos sonhos ou das miragens,
Tiradas por onde andei,
Do real ao imaginário,
E de tudo o que amei.
Sonhando fui ao Olimpo,
Vênus me fez conversar,
Sugeri paz e harmonia,
Na face cândida a brotar,
Um brilho resplendoroso,
Ávido de amor e ternura,
Transpassado pelo olhar,
Como a um véu de brancura,
Derramado do infinito,
Das deusas, a formosura.
Uma obra pictórica,
Dos grandes mestres da arte,
Na leveza de seus traços,
E nos tons do arremate.
Suavemente pintada,
Via-se a delicadeza,
Gravura mais que real,
Cria da mãe natureza,
Diamante ao natural,
De imponência e beleza.
Não trago em minhas mãos,
Leveza para o pincel,
De traços nunca vergável,
Em tela ou no papel,
Mas, em palavras descrevo,
O que posso vislumbrar.
Em traços, delineada,
Um contorno sem igual,
Obra do Mestre Maior,
Imagem tão delicada.
É a mulher brasileira,
Pintura mais que real,
Nunca um mestre da arte,
Conseguiu fazer igual,
Não há lápis ou pincel,
Nem mestre e nem poeta,
Ou mesmo um menestrel,
Gênio capaz de transpor,
Na tela ou no papel,
Todo esse esplendor.
Dezembro/2006
Feitosa dos Santos
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 4:25:41 PM
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Quarta-feira, Dezembro 06, 2006
O OUTRO LADO
Não imaginei tão somente,
A sensação de voltar no tempo.
Buscar nas lembranças infindas,
Resquícios memoráveis de um dia.
Aquele, que em minha reminiscência,
Permanecerá até o ultimo momento.
Joga o mar, vem à onda vem à água,
Tangida, vem a areia, que também há de passar,
No sopro manso do vento,
No rosto um suave alento,
Ao deixar a vida, transcorrer seu curso.
Lá longe no infinito, se perdem os pontos no olhar,
No espelho da água refletida, um rosto se formará,
No azul esverdeado, dessa junção céu e mar,
No simbolismo da força e do poder,
Tercem no homem a teia,
Dos laços atirados como ergástulo,
Que prende, mesmo quem não está prisioneiro.
Coisas da vida, coisas do mar,
De um coração de quem busca
E que, apenas quer amar.
06/12/2006
Feitosa dos Santos, A.
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 9:34:02 PM
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Quarta-feira, Novembro 22, 2006
DAR TEMPO AO TEMPO
Me pego às vezes a pensar,
No tempo que já passou,
Nas coisas que eu não fiz
E com o tempo à vontade se foi,
Esse tempo e vontade,
Que não mais voltarão
E que por certo, quem perdeu foi eu,
Foi você, e que, o que era se foi,
O que se foi, já não volta.
Mas, podemos transformar o tempo,
A nosso favor. Como?
Se o tempo não volta mais.
Esse tempo, que se foi,
Não mais voltará,
Mas, eu posso construir um novo tempo,
Começar um novo dia,
Reconstruir um novo Eu.
Apenas das sobras de mim, para mim.
O novo tempo iniciará,
Terá um inicio, um meio,
E um fim também terá,
Não sem antes,
Ao infinito do possível,
Esse tempo se buscar.
Estarei eu lá?
Feitosa dos Santos, A.
CLARA
Eu te falei, mas, não ouviste,
Porque não ouves a ti mesmo.
Vaguei pela rua,
Vaguei sem destino,
Teu grito zumbia meu tímpano,
Mesmo assim, o teu nome chamei.
E bem longe, teu sussurro ouvia,
No clarão que a lua trazia,
Teu vulto não me era oculto,
Teu perfume, sem querer eu sentia.
Fugiste de mim,
Que posso eu fazer?
Bom é, quando o amor é a dois,
Se em ti não nasceu!
E por isso,
Na imensidão da noite,
Se foi, não viveu.
Não vou chorar,
Não choro mais,
A estrada tem sempre duas mãos:
Uma que vem, outra que vai.
Não vou chorar,
Porque em uma delas,
Tu hás de voltar.
Feitosa dos Santos, A.
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 3:31:25 PM
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Segunda-feira, Novembro 20, 2006
Palavras caídas
Não tenho tanta certeza,
De tudo que pude ouvir,
Se verdades ou enganos,
De quem se fez proferir,
Quisera eu tais palavras,
Não as sentissem ferir,
Foram laminas em vocábulos,
Sobre o meu peito cravadas,
Sabe Deus, se vão sair.
Quantas vezes as palavras,
Ferem mais que um punhal,
Segundo quem as profere,
Fará bem ou fará mal.
Põe-se em dúvida a verdade,
De quem busca um ideal,
Rompendo o silêncio e a timidez,
De quem por mais uma vez,
Eclodia do irreal.
Por não querer mais ouvir,
Caminhei em outra direção,
O telefone acabara desligando,
Em um canto qualquer do chão.
No bosque em um jardim,
A pensar, fiquei distante,
Pensando o que não falei,
Ao chegar minha vez,
Não me farei arrogante.
Faitosa dos Santos, A.
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 10:35:38 AM
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Sábado, Novembro 11, 2006
O sono
Inerte sobre o seu leito,
Repousa o corpo cansado,
Da enfadonha labuta,
Do dia, então passado,
Sonhando com o que não fez,
Quando estava acordado;
Assim busca o amanhã,
Insensível corpo despojado.
O som do sono é fantástico,
Palavras do inconsciente,
Chora de dor não se sabe,
Sorrisos entorpecentes;
Semblante ávido de paz,
Deslumbre inconcebível da mente,
Olhos que sonham, não vêem,
Os olhos que olham a gente.
¿21 de Junho de 2000¿
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 11:47:04 PM
O QUE, DE QUEM.
A vida no mundo
Calada e partida,
Sofrida.
Num todo de tudo
Sem nada,
Calada, fingida,
Malgrado...
O homem se esconde
No meio de nada,
Seguirá para onde?
O belo acabou
E ele voltou sem viver...
Vai sofrer...
Sem nada dizer,
Fui eu, foi você,
Quem o fez assim.
Pobre de te,
Pobre de mim.
Nada restou.
O homem acabou.
Nasceu e morreu.
O homem aparece,
Não cresce,
Não fica.
Sem pranto,
Sem mágoa,
Se foi, não viveu.
"Dezembro de 1982"
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 11:38:57 PM
EU, VOCÊ E O TELEFONE.
Pairava um silêncio em volta da sala;
Embora de manso, um sussurro se ouvia,
A brisa entrava, a cortina fremia.
Na mente ardente o seu nome;
A mão estendida trazia fechada,
Um fio sem vida e tu, nele vivia.
Alo! Quem fala? - sou eu...
Sua voz, apenas sua voz, pois seu corpo eu não via.
Na parede transladava de meu pensamento,
A imagem da mulher que me falava
E em pétalas de flores, crisântemos e rosas,
Teu osculo inconfundível, em meus lábios sensíveis tocava.
As horas escoaram no tempo,
E no colorido do mundo irreal;
Fantasias vividas... Jamais serão esquecidas.
Bendito invento, invenção do homem...
Voltara o silêncio, a paz ao espírito;
Minha mão se estendia, repunha no gancho o meu telefone.
"Maio de 1976"
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 11:37:58 PM
REALISMO E ILUSÃO
Vive o homem, as ilusões,
Criadas do irreal;
Da fantasia da vida,
Se veste o pensamento;
Sem devaneio se despe
Seu corpo sob o relento.
Lá vai o homem... E se esconde
Por trás de um mundo que é seu;
Fugindo do realismo,
Buscando o que não perdeu.
Amigo, quem busca encontra,
Quem pára, morre e não chega;
Nem sabe porque viveu.
"Janeiro de 1984"
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 11:36:37 PM
LIBERDADE NOSSA DE CADA DIA
Buscando a liberdade,
Caminha o homem calado;
Despercebido não nota,
Que esteve sempre ao seu lado.
Cabisbaixo segue o homem,
Quase vencido e cansado.
Liberdade, liberdade,
Quanto tempo te busquei;
Parando quase vencido,
Olhei em mim, a encontrei;
Liberdade, liberdade,
Onde estiverdes, estarei.
"Fevereiro de1981"
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 11:34:24 PM
CONTURBADO
Sentado, cansado, calado,
Escrevo os fatos da vida;
Sentidos de um modo,
Vividos de outro;
Absorto, em meus pensamentos.
Na angustia do tempo
Que passa e refuta,
Deixando oculta
A inculta mensagem
Na miragem dos sonhos.
Eu não me oponho
Ao ideal de ninguém.
Sem desdém me revolto,
Solto-me ao relento,
Por onde não vejo e aonde não vou.
Sem temor me assusto,
No meio de nada,
No nada de todos,
No todo de tudo,
Um tudo de nada.
Calada que fica
A voz que não fala
E cala
No eco de um grito,
Do mundo, de cada um.
Abril de 1997
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 11:33:15 PM
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Domingo, Outubro 22, 2006
O amor e o mar
É o amor,
É o sol, é o mar,
É a onda que beija e volta,
Volta e meia, vem a areia beijar.
A beleza é o sol,
Que embeleza a areia e o mar.
A mais bela morena;
Vem a onda e beija
E torna a voltar.
O sol tão quente e brilhante,
Não ofusca a beleza do mar,
Que bronzeia a morena, ofuscante,
Nos olhos, de quem a ver passar.
"17 de Dezembro de 2000"
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 12:57:19 AM
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Sábado, Outubro 21, 2006
Alem Mar
Das terras de alem mar,
Vem meu povo, minha gente,
Em Penedo aportando,
Domam o solo brasileiro.
Deixam de ser estrangeiro,
Tornam-se homens do agreste,
Hoje são cabra da peste,
Desse torrão nordestino.
Homem mulher e menino,
Unidos num só sentido,
Desbravando terras mil.
Assim, são os Feitosas,
No solo deste Brasil.
Itajubá, 03 de Março de 2003.
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 11:40:11 PM
Ao Poeta
Ao poeta é dado o direito
De viver seus sonhos,
Imagens, aspirações, ilusões poéticas.
Vive poeta, a sua fantasia.
Quem poderá lhe censurar?
Es livre para voar,
A mercê de seus pensamentos.
Ninguém ousaria estorvar
Essa jornada através do intelecto;
Voa além da fantasia, poeta;
Essa imagem de mulher,
Não é um sonho.
O murmurar das águas,
O cantarolar dos pássaros,
O esvoaçar da brisa,
Tocando as arvores de manso;
Embalam o trautear dos deuses,
Nos sonhos de seus remansos.
"Rio de Janeiro, 04 de abril de 2003"
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 11:34:57 PM
MEMÓRIAS
Morria por trás do monte,
O sol muito avermelhado,
E uma nuvem cinzenta,
Fazia-o mortificado,
Anunciando p'ra todos,
Que o dia havia findado,
A cada passo que eu dava,
Distante p'ra trás ficava,
Donde eu havia morado.
E na curva derradeira,
Eu parei para olhar,
Da subida a canseira,
A saudade a chegar,
Das noites enluarada,
Das manhãs a enxergar,
O orvalho sobre as folhas,
Formando pequenas bolhas,
E sobre os raios brilhar.
Fica para trás a casa,
Que por muito me acolheu,
Com ela minhas lembranças,
Já que a imagem se perdeu,
Vou a busca dos meus sonhos,
Sonhados, no sono meu,
Desde muito pequenino,
Vividas quando menino,
Mas crescido, se perdeu.
Os meus sonhos de criança,
Todos para trás ficaram,
Novos sonhos, novas metas,
O meu caminho cruzaram,
Só a saudade ficou,
Das lembranças que ficaram,
Gravados, em minha memória,
Daqueles dias de glória,
Que na infância reinaram.
Para trás ficaram os sonhos,
Do meu tempo de criança,
Buscando um novo destino,
Com amor e confiança,
Distante e em outras plagas,
Conquistei com esperança,
Longe daqueles, que um dia,
Com bravura e harmonia,
Hoje, os guardo na lembrança.
Tanto tempo se passaram,
Nada perdeu seu valor,
E sempre que lá eu volto,
Maior fica o nosso amor,
As coisas que lá mudaram,
Dentro em nós, gera uma dor,
Os costumes, os nossos hábitos,
Comungam dos mesmos átos,
Mudar, nos trás o pavor.
Só a saudade daqueles,
Que foram p'ra eternidade,
Partiram e nos deixaram,
Lanceados de saudade,
Distante ainda estou,
Sem parecer raridade,
Volto um dia, ao meu sertão,
Ver o brejo, o meu torrão,
Viver com a simplicidade.
A todos, minhas lembranças,
Daquele tempo passado,
Hoje conto em prosa e versos,
O que me fora guardado,
São pequenos fragmentos,
Sem pretensão, despojado,
No intelecto busquei,
Expondo o que guardei,
A você, leitor amado.
Feitosa dos Santos, A.
Rio de Janeiro, outubro de 2006.
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 11:33:17 PM
Antologia a Teresópolis
Bela serra, alto monte,
Verde campo, no horizonte,
Buscam os passantes do dia.
Uma beleza constante,
Trazendo ao ser amante,
Lembrança e melancolia.
Aos olhos não causa espanto,
Sobre o cume, o branco manto,
Parece cair do céu.
O carro corta a estrada,
Por mão dos homens traçada,
Envolto no branco véu.
Já na curva derradeira,
Sucumbe o corpo a canseira,
Num deleite a Teresópolis.
Emoldura-se a natureza,
Da mais singela beleza,
Digno das grandes metrópoles.
"28 de Março de 2000"
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 11:30:46 PM
O homem da terra
Há sombra que passa,
Há folha que fica,
Na estrada vazia,
O vento a soprar,
Querendo-a levar,
Ao leito estendido,
Mortificado, sem ruído,
Do Rio Arcobassa
O caboclo que passa,
À ribanceira do rio,
Sisudo e porte esguio;
Buscando o alento,
Na pesca, o sustento;
Dos filhos, atrás;
Brincando com dimba
A cadela, magrela, sem graça.
Essa gente que nasce,
Vive e não passa,
Na estrada da vida,
Dos muitos que vivem,
Sem saber viver.
Driblando as trevas.
Ressurgindo a luz.
A nós, impondo o disfarce.
"29 de Junho de 1999"
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 11:29:43 PM
São João na Roça
Quantas saudades eu sinto
Da minha gente querida,
Das coisas da minha terra,
Andanças da mina vida.
Noites frias enluaradas,
Fogueira acesa e quentão;
Manhãs serenas, orvalhadas,
Das noites de São João.
Canta o menino e a menina,
Nas danças de roda então.
Na palhoça o arrasta-pé,
Dança mulher com mulher,
Mas homem com homem não;
Milho assado ou cozido,
E todos bradam felizes,
Viva o dia de São João.
O terreiro se ilumina,
Quando sobe o foguetão,
Estrelinha e busca-pé,
Chuveirinho e o rojão;
Geme a sanfona tocando,
Xaxado, xote e baião;
E o matuto a gritar,
Hoje é noite de São João.
Saudade coisa danada,
Que bate no coração,
Relembrando a minha infância,
Nas quebradas do sertão;
Da turma a cantarolar,
Modinhas ao violão;
Saudades quantas saudades,
Das noites de São João.
"25 de Junho de 1999"
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 11:28:43 PM
EU, VOCÊ E O TELEFONE.
Pairava um silêncio em volta da sala;
Embora de manso, um sussurro se ouvia,
A brisa entrava, a cortina fremia.
Na mente ardente o seu nome;
A mão estendida trazia fechada,
Um fio sem vida e tu, nele vivia.
Alo! Quem fala? - sou eu...
Sua voz, apenas sua voz, pois seu corpo eu não via.
Na parede transladava de meu pensamento,
A imagem da mulher que me falava
E em pétalas de flores, crisântemos e rosas,
Teu osculo inconfundível, em meus lábios sensíveis tocava.
As horas escoaram no tempo,
E no colorido do mundo irreal;
Fantasias vividas... Jamais serão esquecidas.
Bendito invento, invenção do homem...
Voltara o silêncio, a paz ao espírito;
Minha mão se estendia, repunha no gancho o meu telefone.
Feitosa dos Santos, A.
"Maio de 1976"
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 11:27:27 PM
VIDA CONFUSÃO DA MENTE
É preciso parar, para ver quem passa;
E sentir quem fica, no passar da vida;
Nos atos deixados, sem fatos extraordinários;
Na vida de outrem, senão na sua própria vida.
De tropeço em tropeço, na escada que rola,
O homem carrega o fardo que lhe impuseram.
No ventre materno, chorando, gritando,
Às vezes sorrindo, caminha o caminho,
Nem sempre seu, às vezes, dos outros.
As luzes apagaram, o vento soprou;
De olhos fechados, o corpo rolou,
Frio sem vida... O que é a vida?
Resposta não tem, nem ele a terá.
Rolou na esteira da escada que leva,
O que nós não podemos ainda sentir.
Feitosa dos Santos, A.
"Maio de 1984"
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 11:26:09 PM
ENCONTRO
Assim foi nosso encontro,
E na rua você me esperava,
Procurando-a eu estava,
Sem quase nada entender.
Você me olhou,
Te olhei, corri e gritei...
Falando e sorrindo,
Caminhamos abraçados,
Lembrando os amigos
Em outras cidades, deixados.
Emoção nunca vista,
Perdidos os dois,
Na pista da vida,
Saudades oprimidas,
Vencidas num instante,
Da ausência e distancia
Que nos separou.
Em casa chegamos,
Sorrindo e brincando,
O começo da vida,
O passado acabou.
"Maio de 1976"
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 11:23:00 PM
ROSAS DAS ROSAS
Da roseira sem espinhos,
Rosa nunca brotará;
Sede, pois, rosa do campo,
E nada te faltará.
Sedes flores entre outras,
Rosa dos rosas a mais bela;
Lilás, dobrada ou vermelha,
Branca rosa amarela;
No esplendor de suas pétalas,
A pureza mais singela.
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 11:21:57 PM
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Domingo, Outubro 08, 2006
AMAR OU NÃO
O amor não tem beleza,
Não vive e não é feliz,
Se, feliz, amor se tem,
Mas Ter amor não é tudo,
É preciso amar também.
Amar é muito na vida,
Daqueles que pouco tem;
Pois quem tem muito não ama,
Seu prazer é querer bem.
O amor pobre incomoda;
Só faz mal, não faz o bem.
"Julho de 1981"
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 1:44:32 PM
O Poeta
Sonha o poeta deitado,
O sonho do sono seu,
Em pé, andando ou sentado,
Buscando o que não perdeu.
Vagando na imensidão,
Dos devaneios criados;
Na fantasia se veste,
Buscando em tempos passados,
Imagens quase reais
Das ninfas, musas e deusas,
Que nutrem seus ideais.
Oh! Poeta porque sofres?
Em teu mundo não há limites.
Não existe horizonte,
Entre o céu e o mar.
Trazes do infinito as estrelas,
Fazendo-as a terra beijar.
Que louco es tu, poeta!
Porque vives a chorar?
Oh! Poeta se tudo tens;
Que faço eu, frágil criatura,
Por não querer reclamar.
Canta poeta, teu canto,
Caminha na noite enluarada.
Segue a tua fantasia,
Teu sonho de tudo, em nada.
Teus versos, tuas canções,
O lamento a mulher amada,
Oh! Poeta, não lamentes,
A perda inesperada.
Segue a trilha, o caminho,
Para ti, tudo é estrada;
Não existem empecilhos,
Ao sonho da deusa amada.
Feitosa dos Santos, A.
Rio de Janeiro, o4 de abril de 2003
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 12:40:06 PM
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Sábado, Setembro 30, 2006
O recanto
A branca areia da praia,
Reluzindo ao entardecer,
O sol derrama seus raios,
Na água a se debater,
No vem e volta do mar,
Vindo a praia beijar,
Demonstrando um bem querer;
E aos passantes da tarde,
Deixando a brisa o sinal,
Que à noite vai chegar.
De pé, ficam o homem e a mulher,
Há tempo, em um banco sentados,
Olhares fixos na linha infinita,
Como se houvessem petrificados,
Buscando entender o sentido da vida,
Na paz e harmonia, hora vivida,
No sonho que sonham, de alcance intangível,
Por deveres, quase sempre imputados;
Se movem, caminham e se tocam,
Realismo e sonhos, vividos acordados.
A suavidade da paz se expande,
Na tarde, do dia que aos poucos se esvai.
Declina o sol por detrás do monte,
Caminham os passantes: uns felizes outros não;
Saudades deixadas do ontem ao hoje,
O amanhã sempre virá, quem sabe, talvez.
A este recanto, com certeza, outros virão.
Feitosa dos Santos, A.
Rio de Janeiro, 16 de Maio de 2003.
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 10:05:21 PM
Mente em conflito
Buscando-a, não a encontro,
Querendo-a, mas não a tenho.
E sem querer me detenho,
A lhe indagar a miúdo,
Porquê? Do porque de tudo,
Sempre em completo alvoroço,
Se calo sua voz não ouço,
Se grito hão de chamar-me louco.
Não a encontro não a tenho,
Sendo assim, não sou feliz,
Retorqui meu coração e diz,
Sublime valor da mente que cala,
Escuta a culta, inculta palavra não fala,
Na angustia, refuta a verdade real,
Onde os valores se fundem, num só ideal,
A busca e o encontro, em grandiosa eclosão.
Sentir o prazer do coração,
Odiar a dor que assola o peito,
Maldizendo as horas e o dia passado,
Cansado, sucumbe seu corpo ao leito,
Reprime o prazer, na dor conformado,
Senhor que te fiz? O porquê disso tudo?
Não respondes? O silencio se faz mudo,
E a dor entorpece o corpo estendido.
Feitosa dos Santos, A.
Rio de Janeiro, 26/05/03.
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 10:00:07 PM
LEMBRANDO A MINHA INFANCIA
Lembrando hoje, a outrora;
Nas plagas lá do sertão
Sinto profunda emoção,
Todo dia a toda hora.
Escrevendo, estou agora,
Do que fiz e o que sentia,
Quando meu peito se enchia
De um prazer infinito,
Achava tudo bonito
E com isso passava o dia.
Cedo, quase madrugada,
Contemplava o arrebol,
O canto do rouxinol,
Despertava a passarada.
As folhagens encharcadas,
Do orvalho que caia,
O meu peito se enchia
De um prazer infinito
Achava aquilo bonito
E com isso entretia o dia.
Passava o dia brincando,
Sem ter outro pensamento,
Deitava-me ao relento
E ficava observando.
Via as aves voando,
Num trinado de alegria,
O meu peito se enchia
De um prazer infinito,
Achava aquilo bonito
E com isso entretia o dia.
Quando as aves diurnas,
Procuravam seu pernoite
E o manto negro da noite,
Abria as portas das furnas.
E as serpentes noturnas,
Silvavam de alegrias,
O meu peito se enchia
De um prazer infinito,
Achava aquilo bonito
E com isso entretia o dia.
Assim a noite chgava,
e com ela a minha andança,
Sentir o prazer da folgança,
No corpo que já pesava.
A minha mãe me falava,
Que o amanhã já viria,
Logo o peito se enchia
de um prazer infinito,
Achava isso bonito
E assim terminava o dia.
Poeta Manuel Feitosa & Feitosa dos Santos,A.
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 9:50:20 PM
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Terça-feira, Setembro 19, 2006
REINVENTANDO
Sinto falta de seu sorriso vasto,
De suas mãos cálidas e brandas,
Sua voz macia e as vezes enérgica,
Seu calor, sua paz, sua ternura.
Saudade que vem de manso e não passa;
Instala-se em nossa mente, nosso seio e fica.
Um grito que eclode em minha alma
E dissipa o silêncio do espírito,
Dispersa a paz, a harmonia e o amor.
Sentir saudade de tudo, é a vida;
Querer falar desse alguém, nos anima.
Por que calar a palavra esboçada,
Contida, oprimida em um lampejo de dor?
Solte o grito preso em sua garganta;
Eclode sua voz suave, na imensidão da noite,
Desperta à vida de amor que desponta.
Saber viver, é tudo o que queremos nós;
Viver o amor, melhor seria para todos;
Nas maravilhas que emergem do saber,
Da contemplação, da vida livre e prazerosa,
Da certeza que o amanhã virá, invariavelmente.
Resta-nos a incerteza: se, será um novo amanhecer.
Feitosa dos Santos, A.
¿Escrito em 21 de junho de 2003, no Pier da Lagoa Rodrigues de Freitas, Rio RJ¿
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 8:36:12 PM
AMOR ILUSÃO DA MENTE
Deixe que vá,
O amor acabou;
Se parar p´ra pensar,
Verás que não começou.
Seguirá a estrada,
Infinita... Sozinha...
E assim com o tempo,
A mente cansada,
Vagamente lembrará de mim.
Vai a vontade é sua...
Os seus passos já me são escassos;
O seu vulto, oculto na distância da rua.
Vai, seja você outra vez.
A natureza em nada mudou,
Mas em mim você se desfez.
Feitosa dos Santos, A.
"Abril de 1982"
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 8:22:37 PM
ERRO DO CORAÇÃO
Pediria a todos, que estão a me ouvir;
Não quererendo iludir quem estar a me escutar,
Fiquem atentos prestando bem atenção,
Na desdita da estória, que tenho p´ra lhes contar.
Um certo dia ao abrir a minha porta,
Já quase morta uma mulher encontrei,
Ela chorando, fez sinal para ajudá-la,
Eu entendi e junto a ela fiquei.
Tratei-a como se fosse um amigo,
Um bom abrigo, para ela reservei;
Até que um dia, olhando a sua face,
Não resistindo, por ela me apaixonei.
Ela sabia que eu já lhe amava,
Assim também por mim tinha paixão,
Mas um amigo que eu tinha invejava
E odiava aquela nossa união.
O falso amigo iludiu a minha amada;
Ela forçada por esta sedução;
Foi-se com ele embora p´ra bem distante,
Deixou-me agonizante, quase morto de paixão.
Por sua causa, me tornei um vagabundo,
Tornei-me imundo e comecei a beber;
Para esquecer as mágoas e as tristezas;
Mas de sua beleza jamais hei de esquecer.
Se hoje sofro, pelo mundo amargurado,
Apaixonado por alguém que não me quer;
Há um ditado: "quem espera sempre alcança",
Estou cansado de esperar essa mulher.
E aqui termino com tristeza e com saudade,
Toda maldade que ela me causou,
Mas se um dia ela voltar novamente,
Juro por Deus; não te darei, meu amor.
Feitosa dos Santos, A.
"Junho de 1967 titulo anterior: Juro por Deus, não lhe darei meu amor¿
ANTONIO FEITOSA DOS SANTOS 8:21:51 PM
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